
O Tribunal de Justiça Antidopagem liberou nesta terça-feira (23) o acórdão da sessão em que Gabigol foi suspenso por dois anos por tentativa de fraude de doping. A decisão foi tomada após uma votação acirrada de 5×4 entre os auditores. O destaque desse acórdão foi o voto da vice-presidente do Tribunal, Selma Fátima Melo Rocha.
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Selma chamou atenção para as contradições nos depoimentos dos oficiais responsáveis pela coleta de amostras (DCOs), afirmando que estavam repletos de inconsistências que comprometiam sua credibilidade.
— Ora afirmam que foram impedidos de escoltar o atleta, ora negam este fato. Cada DCO imputa ao outro a responsabilidade de escoltar o atleta ao quarto. Fica evidente, portanto, que eles estão mentindo, devendo o depoimento deles ser totalmente descartado — afirmou.
A vice-presidente fez uma acusação séria aos coletores, destacando um comportamento malicioso por parte deles para incriminar Gabigol a qualquer custo. No entanto, ela ressaltou que, apesar da grosseria do jogador durante o processo, isso não deveria ser motivo para uma suspensão tão severa.
— Vislumbro um comportamento malicioso por parte dos DCOs para incriminar o atleta a qualquer custo. Mas para ser incriminado, devem ser apresentados fatos gravíssimos, o que não houve no caso em tela. Caso a amostra fornecida pelo atleta não estivesse dentro das normas técnicas e de segurança, caberia aos DCOs negarem a amostra. No entanto, em audiência, um dos DCOs confirmou que a amostra estava dentro dos padrões. Assim, todos os protocolos foram cumpridos. Inexiste qualquer conduta por parte do atleta capaz de violar a CBA ou causar qualquer dano ao esporte — finalizou.
Selma defendeu que todos os protocolos foram cumpridos durante a coleta da amostra de Gabigol e que não havia evidências de que ele tivesse violado as regras antidoping ou causado danos ao esporte. Assim, concluiu que não havia justificativa para a suspensão do atleta com base nas informações apresentadas.