Jogo do Cruzeiro é marcado por atitude lamentável antes da bola começar a rolar

Bandeira do Cruzeiro
Bandeira do Cruzeiro (Foto: Reprodução/Cruzeiro)

Na véspera do confronto entre Unión e Cruzeiro, pela Copa Sul-Americana, que terminou com vitória dos donos da casa por 1 a 0, o clube argentino divulgou uma campanha antirracista. A ação, promovida nas redes sociais do Unión de Santa Fe, buscava reforçar uma mensagem de união e respeito entre os povos. No entanto, a iniciativa foi alvo de comentários preconceituosos por parte de torcedores argentinos.

Diversos perfis responderam à publicação oficial do clube com ofensas de cunho racista. Um usuário, por exemplo, utilizou uma imagem de macaco como foto de perfil e comentou com um cacho de bananas: “E agora, o que faço com as bananas que comprei?”. Outro respondeu a uma animação de Lucas Romero comemorando gol com emojis de banana e macacos.

Aliás, entre os comentários ofensivos, destacam-se também frases diretas contra os atletas brasileiros. Um internauta escreveu: “Não me importam os negros, ganhem”. Já outro se referiu ao atacante Gabigol com a seguinte ameaça: “No primeiro toque de Gabigol, o menor insulto será (emoji de gorila)”.

As manifestações racistas não ficaram restritas ao Instagram do Unión. No canal oficial do clube no WhatsApp, onde a mesma mensagem foi compartilhada, os comentários seguiram o mesmo padrão, com uso de emojis depreciativos, como gorilas, bananas e macacos.

Conforme observado em outras ocasiões, episódios semelhantes têm ocorrido com frequência em jogos de clubes brasileiros na América do Sul. Assim, campanhas de combate ao racismo têm sido cada vez mais comuns nos dias que antecedem essas partidas internacionais.

A campanha lançada pelo Unión trazia a frase: “União une, o racismo divide. Demos o exemplo #NãoAoRacismo”. Contudo, a repercussão negativa acabou ofuscando a intenção da iniciativa, revelando a persistência de um problema estrutural que ainda afeta o futebol sul-americano.