O técnico Gustavo Quinteros tem apostado em uma nova configuração no meio-campo do Grêmio, abrindo mão de meias de origem. Nas partidas mais recentes, a equipe atuou com Edenilson e dois volantes, em um sistema semelhante ao utilizado anteriormente por Renato Portaluppi. Essa estratégia rendeu empate contra o Internacional na decisão do Gauchão e vitória diante do Atlético-MG, na abertura do Brasileirão.
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A diferença entre os dois treinadores está na execução. Renato utilizou essa formatação em cinco oportunidades ao longo de 2024, mas venceu apenas uma vez, contra o Operário-PR, pela Copa do Brasil. Já Quinteros tem mostrado melhor desempenho, inclusive com Edenilson em campo durante os 90 minutos contra o Atlético-MG, quando o jogador marcou um dos gols do triunfo por 2 a 1.
Renato, por sua vez, alternava o posicionamento de Edenilson entre a ponta direita e a composição com três volantes. Em diversos jogos, o camisa 15 era substituído antes dos 20 minutos da segunda etapa. No modelo atual, Edenilson tem atuado mais centralizado, ao lado de Villasanti, em esquemas táticos que variam entre o 4-2-3-1 e o 4-1-4-1.
Quinteros destacou a importância de encontrar soluções ofensivas mesmo sem utilizar meias tradicionais. “Jogamos dois jogos com interiores, Villasanti e Edenilson, empatamos o Gre-Nal assim e ganhamos hoje diante de uma equipe muito forte”, afirmou o treinador, após a vitória contra o Atlético-MG no sábado (29 de março).
Ainda assim, o comandante sinalizou que não descarta utilizar Cristaldo ou Monsalve no futuro, desde que a formatação da equipe peça. Ele ressaltou que ambos são importantes no elenco e possuem qualidade para atuar como armadores, caso o esquema se modifique.
A equipe gremista volta a campo na quarta-feira (02 de abril), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Sportivo Luqueño, no Paraguai, pela estreia na Copa Sul-Americana. A presença de Edenilson entre os titulares ainda é incerta.