Rodolfo Landim durante entrevista coletiva na Gávea (Foto: Agência Foto BR)
O projeto de estádio próprio do Flamengo não é um desejo novo. Com os recentes desacordos que envolvem brigas judiciais pelo direito de utilizar o Maracanã, o rubro-negro investe em diferentes frentes para construir seu estádio, e opção mais comentada no momento é de um terreno no Centro do Rio. É o terreno do Gasômetro, cujo entorno será revitalizado por uma obra que irá abrigar um novo terminal de transportes intermodais do Rio.
O terreno do gasômetro pertence ao Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, que é administrado e gerido pela Caixa Econômica Federal. O banco estatal confirmou que teve uma reunião com Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, para discutir a possibilidade da construção do estádio. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, já afirmou que a negociação deve ser feita diretamente com o banco. Já o presidente da República, Jair Bolsonaro, também já falou sobre o assunto, afirmando que conversou com a presidente da Caixa sobre o estádio.
O Flamengo espera gastar R$ 500 milhões somente com a obra, e o valor do terreno é avaliado em cerca de R$ 400 milhões de acordo com o deputado federal Pedro Paulo, que acompanha de perto a questão. O valor que o clube paga como concessionário do Consórcio Maracanã é de R$ 24 milhões por ano para utilizar o estádio. Assim, o clube precisaria de 37 anos para equiparar os valores da concessão e da construção do novo estádio.
A localização do provável estádio do Flamengo no Gasômetro é um dos pontos principais. Na região central do Rio, está próximo de diversas vias de grande movimentação: Radial Oeste, Avenida Brasil, Francisco Bicalho e a Ponte Rio-Niterói. No terreno ao lado a prefeitura do Rio de Janeiro vai construir um terminal intermodal de transportes públicos, com integração entre linhas do BRT e do VLT. Ainda há facilidade de acesso aos trens da Supervia e ao metrô.
O que o rubro-negro mais quer, no momento, é a capacidade de decisão para determinar o lugar de suas partidas com mando de campo. Depois de uma ida à CBF pela troca do mando na Copa do Brasil, o Flamengo disputa ainda precisa se entender com o Vasco sobre a utilização do Maracanã, e os imbróglios tem sido resolvidos na Justiça. Com um estádio próprio, o Flamengo decidiria unilateralmente quais partidas desejaria realizar em casa e quais pode mandar para fora do Rio.
Além do Gasômetro, o Flamengo ainda visa outras opções de terrenos para construir seu estádio, todas na zona oeste da cidade. Em Deodoro, o time recebeu um aval da União para utilizar o local, mas a distância do Centro da cidade (cerca de 30 quilômetros) e o “fator segurança” desanimam os sócios do clube. Na Barra da Tijuca, o terreno do antigo parque de diversões Terra Encantada apareceu como opção, mas não houve avanços. Por fim, o terreno do Parque Olímpico também foi considerado, mas os altos custos do local, sob propriedade da concessionária Rio Mais, tornam a alternativa inviável.
Retirado de: O Globo
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