“Quando termos mais tempo juntos, vai ser muito bom”, disse André
André Silva foi anunciado como reforço do São Paulo em 5 de março do ano passado, ao vir do Vitória de Guimarães, de Portugal, por cerca de 3,5 milhões de euros (R$ 18,8 milhões na cotação da época). Mesmo com uma adaptação rápida ao clube, André nunca teve vida fácil, já que briga pela titularidade com o argentino Jonathan Calleri.
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Desde que chegou ao clube também no ano passado, o técnico Luis Zubeldía quase sempre escolhe uma formação que tenha apenas um centroavante e Calleri sendo o titular. Nas oportunidades que teve, André correspondia em campo, mas o argentino segue como titular no setor ofensivo do time, mesmo que não esteja em seus melhores momentos.
Mesmo que tenha sido em poucas oportunidades, André Silva e Calleri já jogaram juntos lado a lado no ataque Tricolor. Apesar dessa briga pela titularidade, os dois fizeram uma grande amizade e agora André mira mais oportunidades para atuar ao lado do argentino. A última vez foi no clássico contra o Palmeiras, no dia 16 de fevereiro.
“Eu e o Calleri às vezes conversamos sobre isso. Eu percebo tanto nele quanto em mim que quando a oportunidade surge a gente fica muito feliz de poder jogar junto. Isso a gente vem conversando desde a temporada passada, esperamos ter mais umas oportunidades juntos. Temos uma relação muito bacana. Quando a oportunidade surgir, de termos mais tempo juntos, vai ser muito bom. Fomos muito bem, dei assistência para ele, ele deu assistência para mim”, iniciou André.
“O nosso posicionamento depende muito da jogada. Às vezes ele fica mais parado, eu consigo fazer um pouco mais o papel de correr um pouco mais. Às vezes eu posso ficar mais parado, ele fazer o facão. Ele não é um centroavante de se acomodar muito na área, ele gosta de sair mais pelos lados também. Dentro de campo a gente vai se ajustando, mas também não posso dar muitos detalhes, se não os adversários descobrem (risos)”, finalizou André Silva.
Nascido em Taboão da Serra-SP, André Silva jogou pelo São Bernardo e pelo Internacional nas categorias de base. O Rio Ave, de Portugal, foi o primeiro clube que André jogou como atleta profissional. No futebol português, o atacante ainda passou por Arouca e Vitória de Guimarães, antes de retornar ao Brasil.