Artur Jorge fala sobre saída do Botafogo e compara trajetória com Ruben Amorim
Quase dois meses após deixar o Botafogo, o técnico Artur Jorge falou sobre sua passagem pelo clube e a maneira como sua saída ocorreu. Atualmente no Al Rayyan, do Catar, o treinador português destacou o carinho que tem pelo time carioca e afirmou que sua ligação com o Botafogo será permanente.
Notícias mais lidas:
“O Botafogo não vai nunca sair da minha vida. O contexto da minha saída pode ter sido conturbado, mal entendido. Tenho um grande apreço pela torcida. É algo que vai durar a vida inteira porque foi um lugar onde fui mais feliz na minha vida esportiva. Foram 30 anos de espera para voltar a ganhar o Brasileirão, a primeira vez na Conmebol Libertadores”, disse Artur Jorge em entrevista ao canal SIC, de Portugal.
O treinador também comentou sobre sua relação com os jogadores e afirmou que manteve contato com o elenco mesmo após sua saída.
“Essa ligação sempre vai existir e tenho um grande carinho pelo Botafogo, pelos seus torcedores e jogadores. Falei com todos os jogadores, por exemplo, antes da final da Supercopa do Brasil. Criamos uma relação muito próxima. Daqui há 20 anos, quando se falar do ano de 2024, da primeira Libertadores do Botafogo, vai se falar de mim, inevitavelmente”, afirmou.
Na entrevista, Artur Jorge comparou sua saída com a de Ruben Amorim, técnico português que deixou o Sporting para assumir o Manchester United. Para o ex-treinador do Botafogo, decisões como essas nem sempre são bem compreendidas pelos torcedores.
“Existem coisas que sabemos mais que os torcedores. É muito fácil julgar, criticar ou fazer um julgamento em relação ao que for. Vi aquilo que aconteceu com o Ruben (Amorim) quando ele saiu (do Sporting para o United). Óbvio que ele tinha que aproveitar essa oportunidade, não podia deixar passar e merecia isso”, disse Artur Jorge.
O treinador também destacou que acredita ter deixado um legado no Botafogo e espera ser reconhecido por isso.
“O Sporting tem que estar eternamente grato por aquilo que ele fez e digo que o Botafogo tem que fazer o mesmo por mim. Sei um pouco mais que os torcedores, temos que ser mais brandos no julgamento. Ninguém é doido para querer o pior para si. Naquele momento, dentro de tudo que acontecia, tomei essa decisão. Isso não invalida essa ligação. Fico com saudade, porque foram momentos muito bons”, concluiu.