A polêmica em torno da escolha do Nilton Santos para ser palco do Clássico dos Milhões continua. Depois de críticas e argumentos de ambos os lados, o jornalista André Garone saiu em defesa da decisão do Vasco. Ele apontou que o Maracanã é uma vantagem técnica para o Flamengo e que o Cruz-Maltino fez bem em tirar o jogo do estádio.
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No próximo sábado (1/8), Vasco e Flamengo se enfrentam pelo jogo de ida das semifinais do Campeonato Carioca no estádio Nilton Santos, ao contrário do que costumeiramente acontece em clássicos no Rio de Janeiro.
Ao longo da história, o palco para partidas desse calibre era o Maracanã. Mas, com a concessão cedida à dupla Fla-Flu, esse cenário mudou. O Botafogo conquistou uma permissão para administrar o Nilton Santos, enquanto o Vasco mandava os jogos em São Januário. Vez ou outra, em confrontos de maior apelo de público, o Cruz-Maltino tentava levar alguns jogos para o ‘Maior do Mundo’ mas encontrava resistência dos administradores.
Algumas batalhas jurídicas foram travadas na Justiça para que o Vasco exercesse o direito de uso do aparelho público e esses entraves fizeram tanto a torcida quanto o clube se distanciar do ‘Mário Filho’. Por isso, o jornalista André Garone aprovou a decisão da diretoria vascaína de mandar a semifinal para um estádio neutro.
Em uma publicação feita no X, antigo Twitter, o comunicador apontou uma contradição na postura do Flamengo diante de toda essa situação.
“Nos últimos anos, Flamengo e Fluminense agiram como donos do Maracanã. Mas quando convém, para uma inversão de mando de campo que os beneficia e tira toda isonomia do campeonato, o estádio passa a ser de todos? Não faz sentido”, iniciou.
Se o Vasco mandasse a partida no Maracanã, Garone acredita que o Flamengo seria beneficiado por ser quem utiliza o estádio como domínio próprio.
“Mando de campo não tem apenas a ver com divisão de torcida. Tem a ver com gramado, o quique da bola, a velocidade, a atmosfera, as referências visuais no campo…
Quem joga sempre num lugar estará sempre em vantagem contra quem não joga nunca. E isso é o princípio básico da isonomia de qualquer campeonato: o direito a mandar o jogo no seu estádio”, continuou.
Por fim, ele defendeu que o Vasco pode mandar a partida onde entender que terá vantagem técnica, independentemente de qual for a escolha. Ainda criticou o Estado por não conseguir dar as garantias de que as partidas acontecem em São Januário.