A derrota da Seleção Brasileira para a Argentina, por 3 a 1, na última terça-feira (25), pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, gerou fortes reações, especialmente por parte de Felipe Melo. O ex-volante da seleção e atual comentarista esportivo utilizou suas redes sociais e programas de televisão para disparar críticas contundentes à postura da equipe comandada por Dorival Júnior.
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Segundo Felipe, o Brasil entrou em campo “como se fosse jogo de fim de ano”, mostrando um comportamento apático desde o início. “Foi um primeiro tempo pífio da seleção. Graças a Deus achamos um gol, mas 3 a 1 foi pouco”, declarou. Para ele, a falta de atitude foi o principal fator da derrota. “Brasil tem muito bom jogador para pouca atitude”, completou.
O ex-jogador também questionou o comando técnico da equipe. Ao comentar sobre a falta de mudanças após o confronto anterior contra a Colômbia, Felipe demonstrou indignação com a ausência de iniciativas por parte dos auxiliares. “Será que não tem nenhum pra chegar pra ele e falar: ‘Professor, tem que mudar. Vai dar ruim. É uma tragédia anunciada.’ Não tem um?”, indagou.
Felipe ainda foi enfático ao sugerir que a falta de combatividade dentro de campo poderia ter sido resolvida internamente. “Brasil quer brigar com a Argentina? Tem que brigar entre eles, sair na porrada no vestiário, pelo bem da seleção”, afirmou. Para ele, é inadmissível que uma equipe entre em campo contra seu maior rival sem a postura necessária para um clássico de tamanha importância.
O comentarista também aproveitou para defender Neymar das críticas que tem recebido recentemente. Em sua avaliação, o camisa 10 do Santos continua sendo essencial para o time. “Falar que não precisa do Neymar eu vou bloquear. Neymar com uma perna só é 10 da seleção brasileira”, disparou.
Por fim, Felipe Melo destacou o contraste entre as seleções. Segundo ele, a Argentina encarou o duelo como uma decisão, enquanto o Brasil demonstrou desorganização e falta de motivação. “Fiquei envergonhado. Meu filho foi dormir na metade do jogo. Não consigo entender como o Brasil pode entrar em campo contra a Argentina desse jeito”, finalizou.