O meia Paulo Henrique Ganso está de volta aos treinos no Fluminense após um período afastado em razão de uma miocardite. A condição foi detectada em exames realizados durante a pré-temporada do clube, no início do ano. Desde então, o camisa 10 permaneceu fora das atividades por cinco semanas, respeitando o tempo necessário para tratamento e recuperação.
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A inflamação no miocárdio, músculo que compõe a parede do coração, é frequentemente associada a infecções virais. Conforme apontado pelo departamento médico do clube, há indícios de que o quadro enfrentado pelo atleta possa ter sido consequência de uma virose ocorrida em novembro. “Me sinto muito melhor agora”, afirmou o jogador, após retornar aos treinos no CT Carlos Castilho.
A fim de prevenir complicações como arritmias cardíacas, Ganso foi submetido a uma ablação no dia 14 de março. O procedimento, realizado com um cateter inserido por meio de um vaso sanguíneo até o coração, é indicado para remover ou destruir tecidos anormais responsáveis pelas alterações no ritmo cardíaco. O tratamento exige repouso absoluto por, no mínimo, 24 horas.
Apesar da gravidade do quadro, o retorno do jogador às atividades foi gradual. Após deixar o hospital, Ganso marcou presença no Maracanã para acompanhar o segundo jogo da final do Campeonato Carioca entre Fluminense e Flamengo. Ele assistiu ao aquecimento da equipe à beira do gramado, demonstrando apoio aos companheiros.
Atualmente, Ganso está em fase de recondicionamento físico. Por isso, a comissão técnica avalia que o meio-campista poderá estar apto a atuar em partidas oficiais a partir da segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Aliás, a expectativa dentro do clube é que ele volte a contribuir tecnicamente no decorrer da competição.
Conforme o planejamento tricolor, o retorno de Ganso ocorre em momento importante da temporada. O jogador, que tem papel de liderança dentro e fora de campo, pode representar um reforço significativo para o técnico Mano Menezes na sequência do calendário nacional.