Revelado pelas categorias de base do Vasco, o meio-campista Andrey Santos transformou um desafio pessoal em motivação para trilhar sua carreira no futebol. Nascido na Vila Aliança, comunidade da zona oeste do Rio de Janeiro, ele iniciou no esporte com o objetivo de emagrecer, mas encontrou no gramado um caminho de superação e evolução.
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Andrey deu os primeiros passos no Bangu, clube tradicional da capital fluminense. Contudo, foi no Vasco que se desenvolveu como atleta e estudante, já que estudou no Colégio Vasco da Gama, dentro de São Januário. “Sou muito grato ao clube que me formou. Me deu alimentação, estudo e me formou como homem também”, destacou o jogador.
Aos 18 anos, após ajudar o Vasco a retornar à Série A, Andrey foi vendido ao Chelsea. Por questões burocráticas, não atuou de imediato pelo clube inglês, sendo inicialmente emprestado ao próprio Vasco. Posteriormente, foi cedido ao Nottingham Forest, onde enfrentou dificuldades por não ser aproveitado, apesar dos bons treinos.
“Foi um processo muito doloroso em seis meses, mas a gente precisa passar por isso para amadurecer”, contou o jogador, que usou como inspiração atletas brasileiros que também enfrentaram obstáculos semelhantes na Europa, como Vinícius Júnior e Rodrygo.
Em nova fase no Strasbourg, da França, Andrey vive bom momento. Com dez gols e duas assistências em 37 jogos, voltou a ser observado pela seleção brasileira. Segundo ele, o desempenho é fruto da estrutura pessoal montada, incluindo fisioterapeuta e chef de cozinha. “Depois que montei meu estafe, tudo mudou”, afirmou.
Por fim, o jogador reconhece a mudança de mentalidade e adaptação ao futebol europeu. “Quando você chega da base no Brasil, é um choque. Aqui o jogo é mais intenso e físico. Aprendi muito sobre força e intensidade”, explicou o meio-campista, que segue com vínculo com o Chelsea até 2030.