Rodrigo Garro, meio-campista do Corinthians, foi diagnosticado com uma tendinite patelar no joelho direito e está afastado dos gramados por tempo indeterminado. A condição, conhecida também como “joelho do saltador”, é comum entre atletas que praticam esportes com saltos e mudanças rápidas de direção, como é o caso do futebol.
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A lesão, conforme informado, está associada à sobrecarga repetitiva no tendão patelar, que conecta a patela à tíbia e desempenha papel essencial nos movimentos de corrida e chute. O quadro, segundo especialistas, não demanda cirurgia de imediato. Por isso, o jogador viajou recentemente a Madri para dar continuidade ao tratamento conservador, que pode durar de dois a três meses.
Durante a pré-temporada, Garro já demonstrava limitações físicas e chegou a utilizar infiltrações para atuar, inclusive na final do Campeonato Paulista diante do Palmeiras. O atleta vinha lidando com dores no joelho desde o fim da temporada passada, o que comprometeu sua preparação e o impediu de seguir o ritmo do elenco.
O diagnóstico clínico é feito por meio da análise de sintomas como dor na parte inferior da patela, desconforto ao realizar saltos e sensibilidade à palpação. Exames de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética, são utilizados para confirmar a presença de alterações no tendão.
O tratamento conservador envolve a redução da carga nos treinos, fisioterapia com foco em exercícios excêntricos para o quadríceps e fortalecimento muscular. Aliás, outras terapias complementares, como ondas de choque e liberação miofascial, também podem ser adotadas conforme o quadro individual do atleta.
Para evitar esse tipo de lesão, é fundamental que haja planejamento adequado de treinos, com progressão de carga, aquecimento, fortalecimento muscular e respeito aos períodos de recuperação. A prevenção, portanto, é decisiva para manter o jogador disponível ao longo da temporada.