
Durante participação em um podcast, Thiago Silva compartilhou bastidores da final do Mundial de Clubes entre Chelsea e Palmeiras, disputada em 2022. O zagueiro, que hoje defende o Fluminense, relembrou as dificuldades enfrentadas pelos ingleses na partida, destacando o papel estratégico do técnico Abel Ferreira.
Notícias mais lidas:
Segundo o defensor, a marcação individual imposta pelo Palmeiras surpreendeu o Chelsea. “Na verdade, o Abel Ferreira fez marcação individual em todos os jogadores e me deixava com a bola sozinho”, contou Thiago. Conforme o brasileiro, a responsabilidade de iniciar as jogadas ficou inteiramente sob seus ombros, já que os companheiros estavam todos vigiados de perto.
A estratégia palmeirense surtiu efeito, deixando o Chelsea sem alternativas claras. “Eu olhava pra frente e não tinha ninguém”, comentou. O zagueiro relatou que, com poucas opções, acabou sendo forçado a fazer lançamentos ou recuar a bola, o que facilitou os contra-ataques da equipe brasileira.
Aliás, os ataques rápidos puxados por Rony e Dudu também foram mencionados por Thiago como elementos que colocaram pressão sobre os ingleses. “Perde a bola, Rony contra-ataque, Dudu contra-ataque. Então misericórdia, esse jogo foi muito difícil”, relatou.
Embora o Chelsea tenha vencido por 2 a 1 com um gol de pênalti na prorrogação, Thiago Silva reforçou que o resultado não foi obtido com facilidade. “Esse jogo foi muito complicado”, declarou o zagueiro, reconhecendo o mérito do adversário.
O duelo, decidido apenas aos 117 minutos, ainda é lembrado com pesar pelos torcedores palmeirenses. Contudo, conforme o próprio zagueiro admitiu, a atuação da equipe brasileira foi elogiável e causou sérias dificuldades ao então campeão europeu.
Veja o relato completo de Thiago Silva e o vídeo
“Na verdade o Abel (Ferreira) fez marcação individual em todos os jogadores e me deixava com a bola sozinho. Então eu pegava a bola. Tipo, a gente ia bater tiro de meta, ele me dava a bola e eu caminhava até o meio de campo. E a partir dali eu começava a jogar. Virei (10), tipo, ele me deu o melhor do torneio, eu acho, nesse jogo. Porque o jogo passava tudo por mim. E cara, eu olhava pra frente e tinha ninguém. Era um verdinho no azulzinho nosso. O branco, jogava de branco, né? Branco no azulzinho nosso. Falei, caraca, jogo pra quem agora?”, iniciou:
“Eu ficava lançando, tocava uma bola ali, o cara voltava pra mim porque eu não conseguia girar. Eu chutava a bola do meio de campo, chutei uma bol, o Weverton defendeu. Pensei: ‘pô, o que eu faço agora?’ Eu levo a bola. Eu entrava com a bola, apagava a luz. Toca pra quem? Eu falava, ‘cara, o que eu vou fazer agora?’ Aí tocava e recuava. E perde a bola? O Rony contra-ataque, o Dudu contra-ataque. Sabe, então esse jogo foi muito difícil assim porque marcação individual é muito difícil, cara, você sair da marcação individual”, disse.