“É diferente o jogo…”, disse o volante
Após fazer história no futebol europeu, Fernando retornou ao futebol brasileiro, mais precisamente ao Vila Nova, clube que o revelou. Porém, em fevereiro do ano passado, o volante acertou com o Internacional, assinando vínculo até dezembro deste ano.
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Fernando concedeu entrevista exclusiva ao ge e comentou sobre o gramado sintético. O jogador comparou a grama natural com o gramado artificial, que alguns clubes do Brasil vem adotando: Palmeiras (Allianz Parque), Athletico-PR (Ligga Arena), Botafogo (Nilton Santos) e Atlético-MG (Arena MRV), além do Pacaembu.
“Quando cheguei aqui, comentei com o Alan Patrick: “velho, por que ainda não falamos do sintético? É ruim para todo mundo”. Quando surgiu (o movimento), o Alan falou que o Lucas, o Neymar, o Thiago Silva também estavam. Até que enfim! Vi o Abel Ferreira falar que é uma questão política. Nunca entrei por política, mas pela melhora do futebol, para ser bom a todos. Você olhar o jogo no Allianz Parque, no sintético, é diferente de um jogo no gramado bonito, igual ao Beira Rio”, iniciou.
“É diferente o jogo, entendeu? Parece aquela pelada que jogamos no final de semana no sintético. Não é desmerecer, mas a verdade. O Palmeiras é um clube grandioso no Brasil, o Botafogo é outro, que já até se tornou SAF. Vamos meter os melhores gramados aqui e não entrar em discussão se sintético é bom ou é ruim. Precisamos dos melhores gramados e pronto, acabar com essa conversa”, finalizou Fernando.
Em fevereiro deste ano, alguns jogadores como Neymar, Lucas Moura, Thiago Silva, Alan Patrick e outros, iniciaram uma campanha nas redes sociais contra o uso da grama sintética. Os jogadores postaram um “texto pronto”, no qual eles encerram dizendo “não ao gramado sintético”.
Veja o texto que os jogadores publicaram nas redes sociais
“Preocupante ver o rumo que o futebol brasileiro está tomando. É um absurdo a gente ter que discutir gramado sintético em nossos campos. Objetivamente, com tamanho e representatividade que tem o nosso futebol, isso não deveria nem ser uma opção. A solução para um gramado ruim é fazer um gramado bom, simples assim. Nas ligas mais respeitadas do mundo os jogadores são ouvidos e investimentos são feitos para assegurar a qualidade do gramado nos estádios.
Trata-se de oferecer qualidade para quem joga e assiste. Se o Brasil deseja estar definitivamente inserido como protagonista no mercado do futebol mundial, a primeira medida deveria ser exigir qualidade do piso que os atletas jogam e treinam. Futebol profissional não se joga em gramado sintético! #NãoaoGramadoSintético”.