A declaração de Rogério Ceni, do Bahia, sobre a arbitragem brasileira

Rogério Ceni comanda treino do Bahia (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia)

As polêmicas envolvendo a arbitragem seguem como tema recorrente no cenário do futebol brasileiro, e a primeira rodada do Brasileirão manteve essa tendência. Discussões sobre decisões em campo marcaram o início da competição nacional.

No confronto entre Bahia e Corinthians na Arena Fonte Nova, no domingo (30), a expulsão do jogador Everton Ribeiro gerou muitas reclamações por parte da equipe da casa. O cartão vermelho prejudicou o Bahia, que acabou empatando a partida em 1 a 1.

Após o jogo, esperava-se uma reação crítica do técnico Rogério Ceni, mas ele surpreendeu. O treinador do Bahia optou por uma autocrítica, introduzindo uma perspectiva diferente sobre a responsabilidade nas controvérsias da arbitragem.

Ceni aponta responsabilidade coletiva

Rogério Ceni debateu sobre os fatores que contribuem para o nível atual da arbitragem no país. Em sua visão, clubes e atletas possuem igual parcela de responsabilidade nos acontecimentos que envolvem os árbitros, dado que o comportamento em campo influencia diretamente o trabalho deles.

Durante a coletiva de imprensa pós-empate na Arena Fonte Nova, Ceni defendeu os profissionais do apito. Ademais, ele solicitou mais investimentos e estrutura para a categoria, ressaltando a necessidade de valorização.

O técnico afirmou: “É muito chato, atrapalhamos as tomadas de decisão da arbitragem. Claro que os erros acontecem. Nem sempre as arbitragens estão boas, assim como podemos não ter as melhores ações no campo de jogo”. Portanto, ele vincula a melhoria da arbitragem a um esforço conjunto.

Críticas de outros técnicos marcam rodada

Enquanto Ceni adotou a linha da autocrítica, a maioria dos seus colegas de profissão costuma direcionar fortes críticas aos árbitros. Recentemente, decisões polêmicas e erros de marcação provocaram reações intensas de outros comandantes.

Abel Ferreira é fotografado agachado durante um jogo do Palmeiras (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Como exemplo, na final do Campeonato Paulista, o árbitro expulsou Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, após a marcação de um pênalti a favor de sua equipe contra o Corinthians. O treinador português protestou veementemente contra a decisão inicial de não expulsar Félix Torres, embora o jogador tenha recebido o cartão vermelho minutos depois.

Na semifinal do mesmo campeonato, Luis Zubeldía, então no São Paulo, classificou a atuação da arbitragem contra o Palmeiras como “uma vergonha”, criticando a intervenção do VAR em um lance crucial. Da mesma forma, na primeira fase do Gauchão, Roger Machado expressou descontentamento com a falta de critério dos árbitros, afirmando sentir-se “desrespeitado” pela inconsistência das marcações.