A derrota do Fortaleza por 3 a 0 para o Racing, na estreia da Copa Libertadores de 2025, gerou forte reação por parte dos torcedores presentes na Arena Castelão. A atuação do time foi considerada abaixo do esperado, e a irritação da torcida ficou evidente desde os minutos finais da partida, culminando em protestos logo após o apito final.
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Durante o segundo tempo, quando o placar já apontava a vantagem confortável para os argentinos, o meio-campista Pol Fernández passou a ser vaiado a cada toque na bola. O jogador, que chegou recentemente ao clube, teve uma das atuações mais contestadas em campo. “Fora, Pol!”, gritavam alguns torcedores, que também exigiam mudanças no elenco do Leão.
Ao término da partida, o ambiente no estádio ficou ainda mais tenso. Gritos como “time sem vergonha” ecoaram das arquibancadas, expressão que já havia sido ouvida dias antes, após a derrota para o CRB pela Copa do Nordeste. Dessa forma, o clima de instabilidade que parecia ter sido amenizado com a vitória sobre o Fluminense, na abertura do Brasileirão, voltou com força.
A apresentação do Fortaleza foi marcada por erros coletivos e individuais. O Racing dominou as ações ofensivas e não encontrou dificuldades para construir o placar. Salas, Almendra e Sosa marcaram os gols da equipe visitante, que demonstrou superioridade durante toda a partida. João Ricardo, goleiro do Tricolor, ainda evitou um placar mais elástico ao realizar defesas importantes.
“Nos ganharam em tudo”, declarou o técnico Juan Pablo Vojvoda, em entrevista concedida após o jogo. A declaração resume a diferença de desempenho entre as duas equipes e reforça a necessidade de ajustes imediatos por parte da comissão técnica. Afinal, o time já acumula atuações irregulares em 2025, fato que tem gerado preocupação entre os torcedores.
O próximo compromisso do Fortaleza será no domingo (06 de abril), contra o Mirassol, pelo Campeonato Brasileiro, às 18h30 (horário de Brasília). O duelo representa uma nova oportunidade para o time retomar a confiança e afastar, ao menos momentaneamente, a pressão crescente vinda das arquibancadas.