Campeonato Brasileiro: ESPN supera concorrência e compra mais uma competição

Troféu do Brasileirão (Foto: Lucas Figueiredo/ CBF)

A Série B do Campeonato Brasileiro de 2025 contará com um novo cenário na transmissão das partidas. Após quase três décadas de domínio da Globo, os direitos foram repassados a cinco diferentes plataformas: ESPN, Disney+, RedeTV!, Kwai e Desimpedidos. A negociação dos direitos foi feita coletivamente pelos clubes filiados à Liga Forte União (LFU) e à Liga do Futebol Brasileiro (Libra).

A principal novidade está na parceria com o Grupo Disney, que terá um acordo válido por três temporadas. Através do Disney+, os torcedores poderão assistir aos dez confrontos de cada rodada da competição. Já na TV aberta, a RedeTV! exibirá dois jogos semanais, às quintas-feiras e aos sábados, trazendo uma opção gratuita de acesso ao campeonato.

Outra estreia de destaque é a do Kwai, aplicativo chinês de vídeos curtos. A plataforma fará sua primeira transmissão esportiva no Brasil, compartilhando os direitos com a ESPN. A expectativa é que o Kwai fique responsável pelas partidas realizadas nas noites de terça-feira. Enquanto isso, o canal Desimpedidos exibirá dois duelos por rodada em seu canal no YouTube, também às quintas e aos sábados.

O novo modelo de distribuição de direitos foi estruturado com o intuito de aumentar a visibilidade da Série B e diversificar o consumo do campeonato entre os torcedores. Segundo estimativas iniciais, a negociação pode render cerca de R$ 200 milhões aos clubes participantes das duas ligas.

A LFU reúne 16 times que disputarão a competição: Amazonas, América-MG, Athletic-MG, Athletico-PR, Atlético-GO, Avaí, Botafogo-SP, Chapecoense, Coritiba, CRB, Criciúma, Cuiabá, Goiás, Novorizontino, Operário-PR e Vila Nova. Por sua vez, a Libra representa Remo, Paysandu, Ferroviária e Volta Redonda.

Esse novo formato de exibição reforça o movimento de descentralização das transmissões esportivas no Brasil, possibilitando que diferentes públicos acompanhem a Série B em múltiplas plataformas e formatos. Afinal, a diversidade na mídia pode ser um diferencial relevante para o engajamento do torneio em 2025.