A Procuradoria Superior da Catalunha comunicou oficialmente que pretende recorrer da decisão judicial que absolveu Daniel Alves. O ex-lateral, que já atuou por clubes como Barcelona, Juventus e São Paulo, havia sido condenado a quatro anos e meio de prisão por uma acusação de agressão sexual.
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Contudo, o tribunal responsável pelo julgamento reverteu a condenação na última semana. Conforme os magistrados, o depoimento prestado pela suposta vítima foi considerado insuficiente para sustentar a pena anteriormente aplicada. A decisão foi tomada de forma unânime, o que reforça o peso do entendimento jurídico a respeito da falta de provas conclusivas.
Ainda assim, a Procuradoria catalã decidiu contestar a absolvição. O órgão entende que existem fundamentos legais para uma nova análise do caso e pretende avançar com um recurso. “Vamos buscar uma revisão da decisão, com base na totalidade dos elementos processuais”, afirmou um porta-voz do Ministério Público regional.
Vale lembrar que o caso de Daniel Alves gerou grande repercussão, tanto na Espanha quanto internacionalmente, em razão da trajetória do jogador no futebol. Revelado pelas categorias de base do Bahia e com passagens marcantes pelo futebol europeu, o ex-jogador vinha enfrentando o processo desde o início de 2023.
A defesa de Daniel Alves celebrou a absolvição, alegando que a Justiça reconheceu a ausência de provas materiais e contradições no depoimento da denunciante. Ainda assim, os advogados reconhecem que o caso permanece em aberto, considerando a possibilidade de reavaliação por instâncias superiores.
A nova movimentação judicial deve acontecer nas próximas semanas. Portanto, o desfecho do processo segue indefinido, enquanto a Procuradoria tenta reverter o entendimento inicial do tribunal catalão.
Surpreendentemente, mesmo com a decisão unânime a favor do ex-jogador, o caso continua sendo acompanhado de perto por setores do Judiciário e da sociedade espanhola. A repercussão do julgamento provocou debates sobre os critérios adotados para validar ou não os relatos de vítimas em processos criminais.
Em contrapartida, organizações de defesa dos direitos das mulheres demonstraram insatisfação com o desfecho. Grupos ligados à causa prometeram manter a mobilização pública, alegando que a absolvição pode desencorajar futuras denúncias. A contestação da Procuradoria, assim, é vista por muitos como uma tentativa de reafirmar a importância da responsabilização em casos sensíveis como este.