Nesta quarta-feira (2 de abril), às 21h30 (horário de Brasília), o Botafogo inicia sua trajetória na fase de grupos da Libertadores de 2025 diante da Universidad de Chile. O confronto acontece no Estádio Nacional Julio Martínez Prádanos, em Santiago, e marca o retorno do clube chileno à competição após sete anos. Aliás, a expectativa por parte dos torcedores locais é enorme, visto que os ingressos estão praticamente esgotados.
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Enquanto a La U encara a estreia como um reencontro com sua torcida e com o cenário continental, o Botafogo entra em campo com a responsabilidade de defender o título conquistado na edição anterior. Apesar de lidar com desfalques importantes, como os de Savarino e Bastos, o elenco alvinegro desembarcou no Chile determinado a iniciar bem a caminhada rumo à manutenção da conquista.

Um dos destaques da delegação carioca é a presença do jovem Huguinho, de apenas 17 anos, relacionado pela primeira vez para uma partida de Libertadores. O meio-campista, revelado pelas categorias de base do clube, é visto internamente como uma joia técnica, com leitura de jogo acima da média e maturidade incomum para a idade. Atualmente titular do time sub-20, ele tem contrato com o clube até junho de 2026, com multa rescisória superior a R$ 100 milhões.
Huguinho já havia ganhado visibilidade no início da temporada, quando fez sua estreia no time profissional no dia 22 de janeiro, em partida contra o Volta Redonda pelo Campeonato Carioca. “22/01/2025 é uma data inesquecível. Sonho de criança que virou realidade. Me sinto realizado pela minha estreia no futebol profissional com a camisa de um dos grandes do cenário brasileiro”, publicou o jogador nas redes sociais, demonstrando emoção e gratidão.
Conforme o planejamento do clube, a presença do jovem no elenco principal deve ser administrada com cautela. O Botafogo projeta uma participação gradual, a fim de preparar Huguinho para assumir protagonismo nas próximas temporadas. A presença na lista de inscritos da Libertadores, portanto, simboliza um primeiro passo importante nessa transição.
Enquanto a Universidad de Chile tenta provar que pode retomar o protagonismo continental sob comando de Gustavo Álvarez, o Glorioso aposta tanto na experiência dos seus titulares quanto no fôlego de jovens talentos. A estreia em Santiago promete intensidade e equilíbrio — e, surpreendentemente, pode ser também o início de uma nova história para um nome ainda pouco conhecido do grande público, mas que já carrega grandes expectativas no clube carioca.