A indefinição sobre o comando técnico da Seleção Brasileira ganhou novos contornos nos últimos dias. O nome de Jorge Jesus passou a ser amplamente citado como principal candidato para substituir Dorival Júnior, especialmente após declarações de Galvão Bueno. Durante a estreia de seu programa, o apresentador revelou que teve conversas recentes com o treinador português e indicou que as tratativas estão em curso.
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“Falei com ele há uns três ou quatro dias”, contou Galvão. Segundo o narrador, Jorge Jesus teria confirmado o contato da CBF e demonstrado entusiasmo com a possibilidade de dirigir a Seleção. “Está caminhando”, afirmou o comunicador, ao indicar que o contrato do técnico com o Al-Hilal, da Arábia Saudita, termina em maio. Ainda assim, ele deixou claro que não houve renovação até o momento, o que abriria espaço para uma transição.

Aliás, o próprio Jorge Jesus teria sinalizado positivamente para assumir o comando da equipe nacional. No entanto, impôs uma condição: só aceitaria iniciar o trabalho após o término do Mundial de Clubes. Essa competição, prevista para o meio do ano, envolve o Al-Hilal e poderia atrasar qualquer anúncio oficial da Confederação Brasileira de Futebol. “Se a Seleção chamar o Jorge Jesus, ele vem depois do Mundial de Clubes”, declarou o jornalista Vitor Sérgio Rodrigues.
Enquanto isso, Dorival Júnior segue pressionado no cargo, especialmente após a derrota para a Argentina por 4 a 1, em Buenos Aires. O resultado aumentou a insatisfação entre os torcedores e acendeu o sinal de alerta dentro da CBF. A entidade já avalia alternativas ao treinador, embora uma decisão definitiva ainda não tenha sido tomada. A próxima Data FIFA, com confrontos diante de Equador e Paraguai, pode ser determinante para a definição do futuro do comando técnico.
Além de Jorge Jesus, outros nomes são ventilados nos bastidores. O italiano Carlo Ancelotti, por exemplo, segue como opção sólida pela sua experiência em grandes clubes europeus. Filipe Luís também é cogitado, embora sua saída do Flamengo ainda esteja em aberto. Já Abel Ferreira, do Palmeiras, não conta com a mesma aprovação interna que os demais, o que reduz suas chances no momento.
Em síntese, o cenário segue indefinido e dependerá de variáveis como o desempenho de Dorival nos próximos jogos e a disponibilidade dos candidatos mais cotados. A CBF busca, acima de tudo, um treinador que ofereça estabilidade e resultados, sobretudo com foco nos desafios que virão. Até lá, a torcida acompanha atentamente os próximos movimentos da entidade.