Jogadores do Atlético-MG passa aperto no exterior

Camisa do Atlético-MG (Foto: Reprodução/Instagram)

O Atlético-MG enfrentou o Cienciano na noite de terça-feira (01 de abril), em Cusco, no Peru, pela rodada de abertura da Copa Sul-Americana. Apesar do domínio e das chances criadas ao longo dos 90 minutos, o Galo não conseguiu balançar as redes e iniciou a competição com um empate por 0 a 0.

A atuação atleticana foi consistente, mesmo diante das dificuldades impostas pela altitude. O técnico Cuca elogiou o desempenho da equipe e destacou a postura tática adotada no confronto. “Saio muito satisfeito”, resumiu o treinador, após o apito final. O resultado, aliás, colocou o Atlético na segunda colocação do Grupo H, com um ponto somado.

Contudo, o que chamou atenção após o encerramento da partida não foi apenas o resultado. Os vestiários do Estádio Garcilaso de la Vega estavam completamente sem água, o que obrigou os jogadores do Atlético-MG a deixarem o local às pressas para tomar banho no hotel onde estavam hospedados. O episódio gerou indignação na delegação brasileira.

O diretor de futebol Victor Bagy foi enfático ao expressar sua insatisfação com a situação. “A gente fala em evolução, em campeonato que melhora a cada ano, e estamos retrocedendo para a década de 60. É lamentável, triste. Vale nossa insatisfação. É coisa que não pode acontecer”, criticou, em entrevista à Rádio Itatiaia. Ele também destacou que a Conmebol costuma se preocupar com detalhes menos relevantes, enquanto ignora problemas estruturais mais graves.

Surpreendentemente, não é a primeira vez que o Atlético passa por esse tipo de contratempo. Anteriormente, na segunda fase da Copa do Brasil, a equipe já havia enfrentado dificuldades semelhantes, quando enfrentou o Tocantinópolis, no Tocantins, e também encontrou vestiários sem água.

O próximo desafio do Galo será na quinta-feira (10 de abril), quando receberá o Iquique, do Chile, às 21h30 (horário de Brasília), em Belo Horizonte. O jogo será válido pela segunda rodada da fase de grupos da competição continental.

A delegação atleticana, embora tenha deixado o campo sem a vitória, demonstrou um futebol promissor e resiliência diante das adversidades. Agora, o foco se volta para a recuperação em casa e, acima de tudo, para evitar novos episódios extracampo que possam comprometer o planejamento dentro das quatro linhas.