O técnico Fábio Carille avaliou como amargo o empate por 3 a 3 entre Vasco e Melgar, na estreia da equipe carioca na Copa Sul-Americana, na quarta-feira (02 de abril), em Arequipa, no Peru. O time cruz-maltino chegou a abrir dois gols de vantagem, mas sofreu o empate nos minutos finais, após recuar excessivamente no segundo tempo.
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Carille destacou os efeitos da altitude e revelou que muitos jogadores solicitaram oxigênio no intervalo da partida. “Não conseguimos subir as linhas. Muitos jogadores pedindo oxigênio. Da linha defensiva, só o João Victor não pediu”, explicou o treinador. Ele frisou, contudo, que a questão física não serve como justificativa: “Não é desculpa, mas é verdade.”
O treinador apontou que o time se desfez da bola na etapa final e não executou corretamente a proposta de jogo. “Nos preparamos para as jogadas pelos lados, mas os três gols foram por cima. Era um time que sabíamos como jogava”, comentou. Ele também lamentou as substituições que não surtiram o efeito desejado.
Segundo Carille, a intenção com as mudanças era reforçar o meio-campo e manter a posse de bola. “A ideia era colocar bastante jogadores no meio, sair tocando. Mas não conseguimos. Roubávamos a bola e já perdíamos em seguida”, relatou. Apesar disso, valorizou o grupo: “Estou muito satisfeito com o elenco.”
O Vasco agora volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. A delegação seguiu direto para São Paulo, onde enfrentará o Corinthians no sábado (05 de abril), às 18h30 (horário de Brasília). Carille afirmou que a preparação foi limitada devido ao calendário apertado.
Por fim, o treinador afirmou que o foco está em pensar jogo a jogo. “Não posso pensar no jogo de terça se tenho uma partida importante no sábado. Vamos analisar com os departamentos físico e médico para tomarmos a melhor decisão”, concluiu.