A vitória por 1 a 0 sobre o Talleres, na noite de quarta-feira (2), na estreia da Libertadores, representou mais do que três pontos para o São Paulo. Segundo o jornalista André Hernan, os principais jogadores do elenco atuaram com uma motivação clara: defender o trabalho do técnico Luis Zubeldía e estancar a pressão que vinha crescendo desde o empate com o Sport na primeira rodada do Brasileirão.
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De acordo com Hernan, “os líderes do São Paulo compraram a ideia de que era preciso ganhar o jogo e que precisava largar bem ontem na Libertadores para dar uma acalmada no bastidor”. Ainda segundo o colunista, existe, sim, cobrança interna sobre o treinador argentino, mas os atletas mais experientes reconhecem que o desempenho coletivo ainda está aquém do esperado.
A fala de Hernan ressalta a importância do vestiário nesse momento. “Existe uma corneta em cima do Zubeldía? Existe. Mas os líderes do São Paulo, e essa informação é muito importante passar ao torcedor, entendem que eles estão devendo”, afirmou o jornalista. Ou seja, a mobilização não se deu apenas por empatia pessoal com o comandante, mas por uma sintonia profissional construída no dia a dia do CT da Barra Funda.
O vínculo com Zubeldía
Aliás, essa conexão entre elenco e treinador ficou evidente em gestos durante e após a partida. Alisson, autor do gol da vitória, correu para abraçar Zubeldía na comemoração, e Calleri, destaque em campo, também fez questão de valorizar a atuação coletiva. Hernan reforça: “Não é aquela coisa assim: ah, vamos defender o treinador porque a gente acha ele legal, não. É sinergia de trabalho mesmo, de dia a dia”.
Portanto, ainda que o desempenho técnico tenha oscilado, o triunfo serviu como válvula de escape em um cenário tenso. “Todo esse conjunto e esse resultado, que foi mais importante até que a própria atuação, dão uma acalmada no bastidor do São Paulo”, concluiu Hernan.