O Atlético-MG inicia uma nova fase em sua gestão administrativa, conforme anunciou o CEO Bruno Muzzi. Em entrevista concedida ao Sports Market Makers nesta quarta-feira, o dirigente detalhou a futura trajetória do clube.
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A partir de agora, o Galo priorizará a realização de boas vendas de atletas. Ademais, Muzzi confirmou que o clube realizará mais negociações na próxima janela de transferências de meio de ano.
Segundo o CEO, o objetivo principal é equilibrar os custos operacionais com as receitas geradas. “A gente ainda precisa (vender jogadores)”, afirmou Muzzi durante a conversa.
Ele acrescentou sobre a necessidade iminente: “Na segunda janela, do meio do ano, a gente ainda precisa fazer algumas movimentações para equilibrar as contas.”
Motivo por trás da nova estratégia
Bruno Muzzi explicou os motivos que fundamentam essa inversão na lógica administrativa do Atlético. A meta central, portanto, é a diminuição progressiva do endividamento da agremiação.
O dirigente recordou o cenário de 2020, antes dos aportes significativos da família Menin. “O Galo, desde a entrada da família Menin, investiu muito na compra de atletas. A gente comprou muitos atletas e vendeu poucos atletas. Por quê? Em 2020, a gente não tinha elenco praticamente”, destacou.
“Quando a gente foi eliminado pelo Afogados, nosso elenco era muito fraco. Sem nenhum demérito a ninguém, mas era muito fraco”, disse ainda Muzzi. Conforme detalhou, os investimentos em contratações nos últimos quatro anos alcançaram R$ 880 milhões, enquanto as vendas somaram R$ 440 milhões.
Futuro focado em vendas e competitividade
Com o elenco atual necessitando apenas de ajustes pontuais, segundo Muzzi, o clube estabelece um novo caminho. “A gente precisa começar uma nova trajetória, que é vender mais do que comprar, ou vender melhor do que comprar”, destacou.
Contudo, o CEO fez questão de ressaltar que essa mudança de foco não significa, necessariamente, uma perda de competitividade em campo. Ele acredita ser possível conciliar a saúde financeira com um time forte.
Finalmente, Muzzi observou que essa filosofia de gestão já é uma prática comum em outros clubes brasileiros bem administrados. “Esse é o caso de vários clubes no Brasil, que são bem geridos nessa linha”, concluiu, indicando que o Atlético busca seguir exemplos de sucesso na gestão de elenco e finanças no cenário nacional.