Presidente da FIFA pega todos de surpresa e dá declaração surpreendente

Durante o 49º Congresso da UEFA, realizado em Belgrado, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, defendeu publicamente o retorno da Rússia às competições internacionais de futebol. Segundo ele, a reintegração só será possível mediante uma resolução pacífica do conflito com a Ucrânia, iniciado em 2022. Ainda assim, o mandatário ressaltou que o futebol deve ser instrumento de união em tempos de divisão.

“Devemos sempre nos esforçar para usar o futebol para unir as pessoas, para unir os países, especialmente em um mundo tão dividido”, afirmou o dirigente. Ele acrescentou que espera ver a Rússia de volta aos torneios como sinal de que o impasse político entre as duas nações foi superado. “É por isso que devemos encorajar isso e manter nossas esperanças vivas, pois essa é a essência do futebol”, concluiu.

No mesmo discurso, Infantino relembrou a exclusão da antiga Iugoslávia da Eurocopa de 1992 como exemplo do impacto que questões políticas podem ter no esporte. Para ele, a seleção da Sérvia, que fazia parte da chamada “geração de ouro” da região, foi privada de uma chance legítima de brilhar nos gramados europeus. “Eles foram privados dessa chance”, lamentou.

Suspensão da Rússia

Desde o início da guerra, a Rússia permanece suspensa de todas as competições organizadas pela FIFA e pela UEFA. Essa sanção se aplica a clubes e também à seleção nacional, em todas as categorias. A medida foi tomada como resposta à invasão do território ucraniano e permanece em vigor até que haja uma mudança significativa no cenário político.

Conforme apontado por Infantino, há esforços diplomáticos em andamento, liderados pelos Estados Unidos, para intermediar uma negociação de paz entre os dois países. Enquanto isso, a possibilidade de retorno das equipes russas continua sendo debatida dentro das principais instituições do futebol mundial.

Aliás, o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, também utilizou seu espaço no Congresso para reforçar a importância da unidade no esporte. Sem citar diretamente a guerra, ele alertou para os perigos de uma retórica que opõe blocos e nações. “Todos os dias ouvimos o que parece ser um refrão incessante: nós contra eles. Essa divisão não passa de uma ilusão”, afirmou Ceferin, que anteriormente apoiou o retorno das equipes russas sub-17 às competições, em 2023.