Vídeo: a declaração de Kléber Gladiador direcionada ao Corinthians

Escudo do Corinthians na Néo Química Arena (Foto Reprodução/Instagram)

Durante participação no programa Arena SBT, o ex-atacante Kléber Gladiador, conhecido por sua passagem pelo Palmeiras, fez duras críticas ao Corinthians. O comentário ocorreu após a derrota do clube paulista para o Huracán, por 2 a 1, na Neo Química Arena, em jogo válido pela primeira rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. Segundo Kléber, o Timão “não tem tradição” em competições da Conmebol, principalmente quando comparado a outras equipes brasileiras com histórico mais consolidado no cenário continental.

Ainda durante sua fala, Kléber citou clubes como São Paulo, Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro e Internacional como exemplos de times com participações mais frequentes e bem-sucedidas em torneios como a Libertadores e a Sul-Americana. “É só você pegar e comparar o número de jogos”, declarou. O comentário repercutiu entre os torcedores nas redes sociais, principalmente porque o Corinthians entrou na Sul-Americana após ser eliminado na fase preliminar da Libertadores pelo Barcelona de Guayaquil.

“Não tem tradição. Só você pegar números de jogos, por exemplo, comparar números de jogos em Libertadores e Sul-Americana de… Corinthians com São Paulo, Corinthians com Palmeiras, Corinthians com Grêmio, com Cruzeiro, com Inter… Corinthians é um dos que menos tem jogos de Libertadores”, disse.

Atualmente, o Corinthians é o quinto clube brasileiro com mais participações na Libertadores, tendo disputado o torneio 18 vezes e conquistado o título em 2012. Na Sul-Americana, o retrospecto é mais modesto: são 10 participações e nenhum título. Outro comentarista do programa também destacou que o clube já foi eliminado três vezes ainda na fase de grupos dessas competições, o que reforça o argumento sobre a ausência de um histórico mais expressivo em torneios internacionais.

Derrota do Corinthians

A atuação do Corinthians expôs novamente falhas que, apesar do título estadual, seguem sem solução. A defesa voltou a mostrar instabilidade, especialmente nas jogadas aéreas, setor criticado ao longo da temporada. Logo aos cinco minutos de jogo, a bola alçada em escanteio encontrou Sequeira livre na pequena área, abrindo o placar para os argentinos. A jogada revelou desatenção e má marcação, com Matheus Bidu, Yuri Alberto e Romero apenas observando a movimentação do adversário.

Ainda na primeira etapa, um novo erro defensivo resultou no segundo gol do Huracán. Félix Torres falhou ao tentar proteger a bola próximo à linha lateral e entregou a posse ao adversário. Na sequência da jogada, Gustavo Henrique não conseguiu interceptar o cruzamento e ofereceu, de forma involuntária, a assistência que permitiu ao rival ampliar o placar. “Foi uma noite frustrante”, afirmou o técnico Ramón Díaz, que admitiu estar irritado com a atuação da equipe.

Enquanto isso, o setor ofensivo pouco conseguiu produzir. Mesmo com a entrada de Talles Magno e Giovane no intervalo, o time não encontrou soluções efetivas. Giovane, com apenas um jogo na temporada e contrato próximo do fim, entrou como aposta, mas teve dificuldades técnicas e demonstrou falta de ritmo. A formação adotada pela comissão técnica, com quatro atacantes, esvaziou o meio-campo e abriu espaços para o adversário, que controlou o jogo com facilidade.

Apesar das limitações coletivas, Andre Carrillo foi um dos poucos destaques positivos da equipe corintiana. Atuando pelo lado direito, o peruano foi responsável por boas jogadas e deu a assistência para o gol de Raniele, aos 12 minutos do segundo tempo. O lance deu esperanças à torcida, mas a reação ficou apenas no campo das intenções, diante de um time que se desorganizou na etapa final.

Por fim, a derrota diante do Huracán representou mais que a perda da invencibilidade de 23 jogos em casa. Ela evidenciou que, mesmo após o título paulista, o Corinthians ainda convive com carências estruturais em campo e decisões que comprometem o desempenho coletivo. A necessidade de buscar pontos fora de casa na Sul-Americana se impõe desde já, sob pena de comprometer o planejamento em uma competição continental que começou com um tropeço inesperado.