Vídeo: a declaração de Mauro Cezar Pereira direcionada a Endrick

Endrick marcou seu primeiro gol pelo Real Madrid - Angel Martinez (2024 Getty Images, Getty Images Europe)

O jovem atacante Endrick segue escrevendo seu nome com destaque no Real Madrid. Com apenas cinco partidas como titular na temporada, o jogador revelado pelo Palmeiras já balançou as redes sete vezes, sendo três gols nas últimas quatro partidas. O desempenho consistente rendeu a ele espaço sob o comando de Carlo Ancelotti, que tem dado minutos importantes ao atleta mesmo em meio à concorrência com nomes como Mbappé, Vinícius Júnior, Rodrygo e Bellingham.

A boa fase e a melhora de Endrick no Real Madrid fizeram o jornalista Mauro Cezar pontuar sobre a não utilização do jogador por parte de Dorival Junior, enquanto ainda comandava a Seleção Brasileira. Em crítica contundente, o comentarista desabafou contra a atitude do ex-treinador, e falou que ele vai ficar marcado pela escolha de não contar com o atacante.

“A gente já falou sobre isso várias vezes. Certos jogadores, esses jovens, que estão muito acima da média, como ele, como o Estêvão, são caras que têm que estar sempre sendo chamados para você ir preparando a sucessão. Vou dar o exemplo da Argentina. O Almada está ganhando espaço agora, cada vez mais, porque o Messi vai sair, já está saindo da seleção. Teve lesão, não jogou nessas duas últimas partidas, inclusive contra a seleção brasileira, mas é natural que ele vai jogar cada vez menos. O Almada é um jogador, não para ser o Messi, mas para ocupar um espaço, para ser o mais assíduo. Ele é campeão do mundo, ele foi à Copa, mas agora ele está jogando mais vezes, para valer. Então o cara desse tem que ser chamado. Conviver com a seleção, o técnico conhecer melhor, aprimorar a relação. A relação que eu falo não é para bater papo, jogar o dominó, não. É para saber como o cara se comporta no treino, se ele atende as orientações do treinador, se ele consegue desempenhar diferentes funções em campo. Isso é convivência”, iniciou.

“Então o jogador especial, eu não concordo muito com aquela coisa de seleção é fase. Não, seleção pode ser fase. Alguns jogadores pela fase você quer testar, quer ver. Mas os bons, não importa a fase, tem que chamar. O cara é bom, você chama. Chama, e eu acho que o Endrick está nessa categoria. Ele é muito jovem, muito bom. Ele tem uma média de gols muito alta. Ontem ele fez um gol muito bonito, foi um jogo duro para o Real Madrid. Passou para o Real Sociedad perdendo, depois fez um gol na prorrogação com o Rüdiger, e se classificou. E o gol foi muito bonito, um belo passo do Vinicius, de três dedos, e ele marcou o gol em uma bela finalização. Então esse tipo de gol, a seleção brasileira poderia ter feito se ele jogasse mais vezes. Eu concordo que ele não deve ser o titular absoluto ainda. Nem precisa disso. Mas ele tem que estar no grupo. Ele só foi chamado agora pela contusão de Neymar. E só entrou quando a vaca já tinha ido para o brejo, com o sininho no pescoço e tudo. A vaquinha indo para o brejo lá, e o Dorival: ‘entra, Endrick, agora que a Argentina está surrando a gente, entra lá, vai lá e resolve essa cara’. Não tem nem sentido. Naquela hora que a coisa estava feia, acho que os jogadores mais experientes, os mais ponta firme, tem que estar em campo. Para segurar a bucha. Está apanhando. Ou há uma mudança estratégica. Vou tirar um Rodrygo que eu vou reforçar o meio-campo, a defesa. Mas não. Vou tirar fulano que eu vou botar o Endrick… Então o senhor Dorival, não sei porque, desperdiçou a oportunidade de trabalhar com esse rapaz. Se o Endrick, de fato, seguir nessa evolução, que dentro de algum tempo foi um dos grandes atacantes do futebol internacional, ele tem essa possibilidade real, sempre vou lembrar. O Dorival não usava o cara, para ficar sempre assim… Sempre que a gente falar sobre isso, se o Henrique, de fato, virar o que está virando, o Dorival Junior vai ser lembrado”, pontuou.