O Atlético-MG vive um momento de incerteza quanto à presença da torcida nos primeiros jogos como mandante na Copa Sul-Americana. O clube ainda aguarda uma resposta do Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) sobre o pedido de efeito suspensivo que visa reverter uma punição imposta pela Conmebol no final da temporada passada.
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A penalização, aplicada em decorrência de incidentes nas partidas contra o River Plate, na semifinal da Libertadores de 2024, determinou que o clube mineiro jogue duas partidas com portões fechados. Além disso, houve uma multa de 215 mil dólares, equivalente a cerca de R$ 1,3 milhão na cotação da época.
De acordo com apuração, o recurso foi protocolado no CAS em fevereiro, contudo, o tribunal ainda não definiu um prazo para apresentar uma decisão. Diante disso, o Atlético demonstra pouco otimismo em contar com apoio dos torcedores no duelo contra o Deportivo Iquique, marcado para quinta-feira (10 de abril), no Mineirão, às 21h30 (horário de Brasília).
O segundo compromisso como mandante na fase de grupos também deve ocorrer sem público. Trata-se do confronto com o Caracas, da Venezuela, agendado para quarta-feira (15 de maio). O Galo integra o Grupo H, que também conta com o Cienciano, do Peru. Aliás, na estreia, os mineiros empataram em 0 a 0 com a equipe peruana, em Cusco.
A punição foi motivada, principalmente, pelo uso recorrente de sinalizadores pela torcida atleticana. Entretanto, outros fatores foram considerados, como o arremesso de objetos no campo, atraso na retomada da partida, área de hospitalidade inadequada e refletores fora do padrão exigido pela entidade.
Enquanto aguarda uma resposta do CAS, o Atlético-MG tenta reorganizar o planejamento e lidar com os impactos esportivos e financeiros da sanção, que, por ora, compromete o apoio da torcida em jogos decisivos na Sul-Americana.