O Fortaleza segue em busca de um investidor para sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF), modelo que passou a vigorar no clube em setembro de 2023. De acordo com o Conselho de Administração da SAF, mais de 70 empresas foram consultadas ao longo do processo, que segue em andamento. A intermediação está sendo conduzida pela XP Investimentos, responsável por organizar a rodada inicial de conversas.
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Segundo Bruno Acioli, integrante do Conselho, a meta é firmar uma venda minoritária — algo ainda inédito no futebol brasileiro. “Esse número de interessados foi reduzido, mas outros já demonstraram intenção. Estamos prestes a receber um termo de intenção”, declarou. Acioli ainda destacou que, embora não haja uma proposta financeira formal, dois investidores com experiência em aquisições minoritárias na Europa seguem no radar.
O dirigente reforçou que qualquer decisão final precisa da chancela da Associação Fortaleza Esporte Clube, entidade que detém o controle do clube. “Pode ser que o foco mude no futuro, mas isso só acontecerá com a anuência da associação”, explicou. Assim sendo, o processo segue sob análise criteriosa, com cautela diante do alto valor envolvido.
Durante coletiva recente, os conselheiros também abordaram os impactos do modelo SAF na administração. Bruno Cals apontou avanços na gestão orçamentária e no acompanhamento diário das finanças. “Poucos clubes têm esse nível de profissionalização. Hoje temos mais ferramentas para tomar decisões”, afirmou.
Contudo, o cenário atual no Pici é de turbulência. A saída de dois nomes importantes do departamento de futebol e os protestos de torcedores refletem insatisfação com os rumos tomados. As críticas foram direcionadas ao CEO Marcelo Paz, cobrando mais transparência.
Enquanto isso, dentro de campo, o desempenho do time também preocupa. Nas últimas 12 partidas, o Fortaleza venceu apenas três e agora foca no duelo contra o Mirassol pelo Brasileirão.