A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) adota uma postura cautelosa nas tratativas pelo técnico Jorge Jesus, atual comandante do Al Hilal. A entidade optou por agir com discrição, considerando tanto o calendário do clube saudita quanto as cláusulas contratuais envolvidas. Ainda que o treinador seja visto como nome forte, a estratégia passa por esperar o momento ideal para formalizar qualquer proposta.
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Atualmente, a principal preocupação está relacionada às competições que o Al Hilal disputa. O clube participa da Liga Saudita e da Champions League Asiática, esta última com compromissos marcados entre os dias 25 de abril e 3 de maio. Jorge Jesus, por sua vez, condiciona qualquer conversa futura à conclusão dessas etapas e ao desempenho na luta pelo título nacional.
Embora a CBF negue estar em negociação com qualquer treinador, internamente há interesse evidente. Ainda assim, o presidente Ednaldo Rodrigues evita conflitos com o Al Hilal e prefere aguardar o desenrolar natural da temporada. “Não temos pressa. Cada coisa no seu tempo”, declarou recentemente, mantendo a linha de cautela.
Outro fator que favorece a paciência da CBF é a queda gradativa da multa rescisória de Jorge Jesus. Inicialmente fixada em 5 milhões de euros, o valor cai para menos de 3 milhões a partir de maio. Assim, uma espera de poucas semanas pode representar significativa economia para a entidade.
O prazo é crucial também por conta da próxima Data Fifa. A lista de convocados precisa ser entregue até 18 de maio, enquanto os jogos contra Equador e Paraguai ocorrem em junho. Portanto, a definição do técnico é considerada urgente, mas não imediata.
Outros nomes como Abel Ferreira e José Mourinho também são observados, porém ambos possuem contratos longos. Assim, Jorge Jesus segue como principal alternativa, embora a cautela da CBF determine o ritmo das conversas.